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Blogueiro.Professor de História e Língua Portuguesa, Gestor Ambiental. E pós-graduando em Educação em Direitos Humanos e Diversidade e em Letras e Literatura Brasileira.

segunda-feira, novembro 17, 2008

ImPACtos Ambientais: um programa do governo LULA

Wellington silva[1]
O homem é semente e fruto do seu próprio ambiente o qual lhe proporciona o seu desenvolvimento intelectual, social e cultural, desse modo, é vigente a responsabilidade do mesmo no tocante os impactos e degradações ambientais.
Há alguns meses foi lançado o PAC, Programa de Aceleração do Crescimento, o qual tem como objetivo o rápido desenvolvimento de empresas quer públicas ou privadas e também o desenvolvimento de uma nova espécie a “Empreiteryus corrupitus”. Para isso, o governo prevê investimentos de cerca de R$ 500 bilhões em obras nos próximos quatro anos, período este que coincide com anos eleitorais, entre as obras privilegiadas, estão ferrovias, rodovias energia etc. E como não se pode negar, atrelado a estas obras, surgirão vários problemas ambientais.
Dentre as obras antes citadas as de usinas para geração de energia são as que causam mais “PAC” no meio ambiente, as hidrelétricas muitas vezes causam inundações em locais antes habitados e outras até tornam partes de rios inavegáveis, as termoelétricas por utilizarem carvão geram poluição, já que além dos gases que contribuem para o efeito estufa o carvão também contem enxofre. Visto deste ponto é preferível que se faça uma análise ou melhor um estudo, como é previsto em lei, antecipadamente sobre a viabilidade de cada obra quanto os aspectos e impactos ambientais. No entanto, se depender só e somente só do governo, essas análises não serão realizados, pelo menos do ponto de vista ético, em vista que as mesmas são tratadas pelo próprio como entrave ao desenvolvimento.
São notórias as idéias governamentais que fazem descaso com o meio ambiente, um grande exemplo é o desmembramento de alguns processos do IBAMA, com a prerrogativa de que o órgão contém muitos processos sendo analisados minuciosamente (lê-se vagarosamente), na qual esta análise para o governo é vista como uma pedra no caminho do crescimento econômico.
Em contra partida o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, afirma que “busca agilidade e não pressa desnecessária no seu processo de licenciamento”, pois se sabe que as matas, rios e florestas são de extrema importância para a manutenção do fator ecológico equilibrado, e desse modo é fundamental a cautela na elaboração de projetos e obras, porém, dado o início de algumas obras como a transposição do rio São Francisco e a criação do Instituto Chico Mendes, recebedor de parte das funções antes do IBAMA, pouca atenção foi prestada quanto da aplicabilidade do PAC, em relação à natureza, e se assim for dado andamento a este “projeto” de programa, muitas perdas do potencial natural ocorrerão, assim como ocorre em vários paises, assim como ocorreu na China, que já teve quase toda sua cobertura vegetal explorada e que sofre efeitos catastróficos. Portanto, o que deveria ser proposto para sanar estes impactos, não é um conflito entre desenvolvimentista, ou capitalista como queiram, e ambientalistas, mas sim, ações mitigadoras e reflexivas para que os grupos investidores quer público ou privado formalizem e apliquem idéias, as quais tenham como norteador o desenvolvimento sustentável.
Desse modo, possivelmente as licenças do IBAMA não seriam “entraves no desenvolvimento”, e os impactos teriam proporções possíveis de serem revertidas, e assim o desenvolvimento seria satisfatório à nossa e às futuras gerações, porém se isto não ocorrer, só resta dar pêsames à Amazônia e a toda biodiversidade que se quer conhecemos.
[1] Graduando dos cursos de Letras/História e Gestão Ambiental

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