O processo educacional nas instituições públicas esporadicamente é envolto por ramificações capitalistas que desenvolvem a função de desarticular e fomentar tais instituições. Esses processos ou ramificações são chamados de “Pilares” por Susana Jimenez (2004), eles são exatamente os precursores de estagnação das instituições públicas, que agregam origem aos processos capitalistas|: em destaque, a fragmentação e o aligeiramento dos cursos, e conteúdos, a má remuneração dos professores, a falta de infra-estrutura nas instituições, a precariedade e manipulação de métodos educacionais e o surto de alunos em sala de aula, que consequentemente impossibilitam o docente de desenvolver suas atividades coerentemente. A muito, a educação pública está estagnada, mas atualmente ela vem desenvolvendo patamares insuportáveis.
Apesar da aparente facilidade que se demonstra por órgãos do governo para adentrar em Curso de Nível Superior, o caso é que o problema não está em como se vai entrar nas universidades, mas sim a preparação obtida no término do curso, “quantos estudantes chegam ao fim do curso com a vazia sensação de não terem aprendido nada”. Jimenez. Em face de problemas como este é que as propostas do capital baseiam-se para persuadir e alienar as pessoas, que muitas vezes, pensam estarem privilegiando-se, quando na verdade, são instrumentos de lucratividade no “mercado da educação”.
Os meios de estagnar as Universidades públicas são corriqueiros em programas governamentais: Setembro de 2004-Decreto 5205 regulamenta as fundações privadas ditas de apoio público, legitimando sua presença promiscua no interior das universidades; Dezembro de 2005: Decreto-5622 regulamenta o Ensino a Distância (EaD) através de fundações privadas e do Banco do Brasil; Janeiro de 2005: Lei que institui o Prouni, espécie de façanha das instituições privadas de ensino superior que tem 50% de suas vagas ociosas este “Programa Universidade para Todos, traz uma alusão de benefício, enquanto que, instituições públicas estão em decadência quanto seu orçamento e infra-estrutura, já em 2011, são inúmeros os projetos, decretos e Leis nesse sentido .
Com frequência, a educação “passa a ser e constituir-se num dos setores mais rentáveis da economia” Jimenez(2004). É por motivo como este que a cada esquina surge uma nova Universidade, com o objetivo da lucratividade e enquanto isso a formação do cidadão é irrelevante, o qual precisa após o término do curso entrar mais uma vez no círculo da lucratividade, que agora recebe o nome de pós-graduação, atualização, como afirma Jimenez(2004) “os conhecimentos, melhor dizendo, as competências adquiridas em curso deverão dentro de um breve espaço de tempo, ser devidamente atualizadas”, ou seja, requer um novo investimento e uma especialização de tal curso feito anteriormente ficando assim evidente a sensação de insatisfação e despreparo que é aludida pelo capitalismo.
É visível o processo capitalista infiltrado, assim como um câncer que cria raízes, nas instituições públicas, na tentativa de sugá-las para logo em seguida caracterizá-las como imprestáveis e tomar posse das mesmas privatizando-as. É preciso que ressurjam revoluções, movimentos, na esperança de combater este processo aniquilador do ser enquanto pensador, para que assim a classe educacional e trabalhista tenha punhos firmes na perspectiva de fazer resplandecer ideias democratizantes e igualitárias nos grandes movimentos que se dizem socialistas (UNE, CUT), mas que ainda dormem em face de tantos absurdos e comem do prato governamental. Está na hora de acordar, de sair da caverna, deixar de enxergar o óbvio e passar a vasculhar e a penetrar fundo na essência.


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