Blog do Tinho

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Blogueiro.Professor de História e Língua Portuguesa, Gestor Ambiental. E pós-graduando em Educação em Direitos Humanos e Diversidade e em Letras e Literatura Brasileira.

quarta-feira, maio 02, 2012

Ainda que se vislumbre o futuro. Por que não?

“Não! Não gosto de política.” Na política, mesmo quando se é sério, competente, tem-se que duelar com inimigos falsos, torvos, conspiradores na essência. Como disse o colunista norte americano Victor Lasky, “na política não existem amigos, apenas conspiradores que se unem” é uma frase dura e cruel, principalmente para aqueles que assim como eu, em momentos de devaneio ainda sonham com outra realidade, com outras posturas na conjuntura política global. Ainda que se vislumbre um futuro, e que se sonhe com a utopia da igualdade, da ética e da moralidade, é preciso saber que os 10% de bons políticos pagam pela sujeira dos 90% ruins. O desprezo e o desrespeito pela classe política são lamentáveis, mas típico de uma cultura corrompida e corrompível, sim, assim somos nós, herdeiros de uma famigerada miscelânea colonialista, monarquista, presidencialista, socialista, e mensalista! “Não! Não gosto de política.” Frase tantas vezes dita, mas poucas vezes refletida! Somos e vivemos política, dependemos da política. Ela diz o que somos, o que comemos e o que vestimos, ou melhor, se podemos comer ou se podemos vestir! É a política que dita às regras. O enigma consiste em saber quem são os homens de caráter, mas também os transgressores que montam e assinam às regras dessa querela sórdida e desigual. E assim continuará, até que os cidadãos de bem resolvam aceitar a política como parte importante para sua subsistência, e faça da mesma uma prática cotidiana, assim como escovar os dentes ou almoçar. Fazer política é compartilhar conhecimento, produzir sonhos, e trabalhar para realizá-los na esperança de obter o bem comum. Fazer política não é tarefa das mais fáceis, principalmente porque se é igualado ao que de mais sujo existe. E do mesmo modo se é injuriado por aqueles que nem lhe conhecem ou que jamais vão lhe compreender, já que para eles o que importa é o hoje, o agora, a migalha ofertada pelos podres poderes. Caso os bons não participem, são os ruins que se perpetuarão no poder. Façamos nossa parte! Um (1%) por cento de boas pessoas na política pode não ser muito, mas será a grande diferença! Por que não?

Um comentário:

Anônimo disse...

arrazou, amei esse texto, se todos os politicos pensassem assim, não haveria tanta corrupçõ